segunda-feira, 31 de maio de 2010

FOTO, POEMA E MINICONTO!

Pessoas queridas,
Aí vão novas criações: uma foto da Simone, que casa perfeitamente com um poema que fiz há algumas semanas. Além disso, vou cometer o disparate de divulgar um miniconto, digo isso por me considerar fraquinha nessas letras, mas esse daí até que acho divertido! Por favor postem comentários, elogiosos ou "avacalhosos", risos.
Bjão, Rô Arostegui.


PERDIÇÃO EM DOIS TEMPOS

Dias há em que nada sei
Dias de não saber
De andar vagando perdida entre transeuntes
Como mais um número
Um robótico-não-ser.
Alma inquieta e ausente
Separação, corpo vagante.
Corpo são em mente vã, coração dolente.
Olhos cegos de não ver dentro
Mente corrompida pelo barulho do mundo
Ausência de mim
Seqüestrada pelo deus do tempo
Algemada por Cronos.
Dançando no baile da vida louca,
como bailarina de corda – que não dorme nem acorda.
Presa pelos pés numa caixa dourada,
a girar num frenesi sem êxtase
como um zumbi que se autodevora.
Nesses dias de perdição,
consumida por obrigações cotidianas,
sigo dançando morta na roda-viva do não ser.
Por ruas de concreto divago...
Esvaída de minh’alma
Carente de calma e sons amenos.
Sonho com bossa-nova,
enquanto prossigo no pesadelo “rave”
Por vezes dá raiva!
Sou a única responsável por flertar com Cronos.
Distraída, deixei as portas abertas para este deus cruel.
Permiti a cópula
E agora ele me fode, me suga,
E me rouba o tempo da mansidão
Mas já resolvi meu dilema...
Terei um caso com Kairós!

Rosane Arostegui


SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL
De alguns destinos não há como escapar. Assim sucedeu com nosso personagem.
Todos os membros da família eram viris e promíscuos. Ele então, extremamente potente, era “o garanhão”! Se estivesse por perto, não tinha para ninguém.
Sua vida era movimentada, uma loucura. Seu convexo penetrava todos os côncavos que cruzavam seu caminho. O único senão era que ele não usava proteção alguma, ficando vulnerável a toda a sorte de vírus.
Viveu uma vida de abusos, até que após muitas entradas e saídas, ficou infectado. O fato se agravou, pois ele saiu pelo mundo a espalhar toda a sorte de pragas. Por vezes tinha problemas sérios, mas como não tinha consciência de nada mantinha o mesmo comportamento.
Um dia, no auge de uma relação sofreu um “tilt” irreversível. Sua parceira não teve o mínimo remorso ao abandoná-lo, logo foi substituído por outro. Pobre pen drive de trocentos gigabytes... É o que dá não passar antivírus!
Escrito por Rosane Arostegui em janeiro/2009.

5 comentários:

Si Fig disse...

Rosane, é bom ver fotos que a gente nem lembra mais... A poesia me tocou muito, cada vez mais quero ser aquela que escolhe o caminho a seguir, e em escolhendo, também me deixar ser levada quando quiser e precisar!
O miniconto é a tua cara! Sensacional!
Parabéns e que Deus te mantenha a alegria e criatividade infinitamente!
Abraço!
Si Fig

Antonio Carlos disse...

Oi Rô, tu me assustou nesta, ô mente poluída ... risos ....
Legal .... beijos .... Toninho

Camila disse...

Postando comentário da minha amiga Camila, a pedido da mesma.

Rô, tentei postar o comentário que colei abaixo mas não fui muito feliz!!! rsrsrs
Posta lá pra mim?!


Pra esse blog que é pura inspiração, me sinto tão "desinspirada", sem palavras que correspondam à altura!
Belíssimas fotos desse Povo mesmo!!! Belíssimas poesias....e o miniconto....adorei!!!! bjsssss(estes sim, sempre inspirados!!!)

Carla disse...

Muito bom! Sinistro, misterioso, mas real! Bj

Carmen disse...

Oi,Rô
Adorei o miniconto... e já viajei imaginando a garotada do ensino médio usando ele como desencadeador em suas discussões sobre os assuntos que eles mais amam: sexo e computador... interessante a mistura!!!!
bj
Carmen